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Artigos sobre a Raça - Dogue Alemão

Corte de orelha

Percebe-se que está crescendo no mundo a parte do plantel de Dogues Alemães com orelhas não submetidas a cirurgia estética feita nos primeiros meses de vida. Em diversos países da Europa, a prática é proibida por lei há anos. Esse é o caso da Alemanha, cujo clube da raça, Deutsch Doggen Club, resolveu introduzir a proibição no padrão oficial, seguindo a legislação de seu país que proíbe cirurgias estéticas em qualquer cão. Conforme Cães & Cia informou na edição 191 de abril do ano passado, em 1994 a FCI adotou a proibição de corte exigida pelo padrão alemão, no que foi seguida pela CBKC, sua representante no Brasil. Mas a FCI voltou atrás um mês depois e decidiu deixar a questão em aberto. Em seguida, a CBKC, pôde permitir que os Dogues com orelhas cortadas voltassem a ser admitidos, conforme nota divulgada na edição 194 da revista.

Nos Estados Unidos, observa-se uma mudança gradual nesse costume. Lá, não há proibição de corte de orelhas. Nem legal, nem cinófila. "Acredito que nos próximos dez anos os cães com orelhas íntegras alcançarão a metade do plantel norte-americano; hoje, estimo que já sejam perto de 20%", avalia Anita Brown, diretora do Great Dane Club of America. Ela conta que há dez anos era praticamente impossível ver um Dogue de orelhas inteiras. "Em 1994, cinco Dogues com orelhas não operadas venceram suas categorias numa exposição especializada", argumenta.

No Brasil não há impedimentos para o corte de orelhas. Mas há também sinais do crescimento dos Dogues sem corte de orelhas, conforme afirma o presidente da Sociedade Paulista do Dogue Alemão (SPDA), Eduardo Lello.

O Dogue Alemão de orelhas inteiras, pendentes, nem sempre é reconhecido de imediato pelas pessoas. A criadora Eliete Ara, que não opera os seus cães desde 1989, conta que muita gente ainda confunde esses Dogues com outras raças, como o Fila Brasileiro, o Weimaraner e o Dálmata. "É só colocar o pé para fora das pistas de exposições com um Dogue sem orelhas cortadas, que a confusão começa", brinca Guilherme Paschoalick, diretor de criação do SPDA e criador há oito anos, pelo Von Paschoalick Kennel, em São Paulo. Paschoalick costuma cortar as orelhas dos cães mais "esbeltos" e preservar as dos mais "robustos". Para ele, estes últimos conservam a imponência mesmo sem a operação.

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